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 A cultura tradicional do modelo de homem inteligente, principalmente nos países ocidentais, não incluía o domínio do próprios sentimentos e impulsos, como fator de grande importância no campo da manifestação humana, seja em suas atitudes, como em seus pensamentos.

 

O padrão do homem considerado inteligente, era equivalente ao do homem bem sucedido e respeitado em seu meio social – considerava-se exclusivamente a sua racionalidade, sem se levar em conta o efeito produzido por suas emoções nas suas relações fora do contexto social, principalmente no trato com a família e amigos.

 

A partir da publicação do livro, em 1996, do psicólogo e jornalista americano Daniel Goleman, entitulado inteligência emocional , iniciou-se uma nova tendência nas análises da capacidade e inteligência humana, seja no campo profissional, educacional, familiar, político, etc.

 

Embora se saiba, que grande parte do comportamento emocional está calcada numa matriz estabelecida pela herança genética e pelas primeiras experiências da infância, Goldman admite que é perfeitamente possível controlar e dominar pelo menos parcialmente os impulsos negativos, como a ansiedade, a cólera, e até mesmo o egoísmo e o orgulho desenfreado.

 

É sabido que a inteligência humana se manifesta de diversas formas diferentes, seja no esporte, nas artes, na informática, na literatura, na música, etc. Pode-se afirmar com precisão, que o componente emocional produz efeito sobre todas elas, atuando de forma a melhorar ou piorar seu desempenho, através do bom ou mal uso das emoções.

 

A inteligência emocional tende a ser valorizada cada vez mais, porque o aumento da população nas cidades e as formas cada vez mais intensas de convivência social tornam mais rara a possibilidade do sucesso solitário.

 

NA VIDA PROFISSIONAL

A inteligência emocional, de Goldman, evidencia que a fórmula para o sucesso na vida, repousa na combinação equilibrada do pensamento racional agudo com o controle e auto conhecimentos emocionais – Em outras palavras, aquele que investir no domínio de suas emoções, levará vantagem sobre aquele de semelhante capacidade profissional, mas de ímpetos pouco controláveis.

 

A atividade profissional, exige, mais do que qualquer outra, a capacidade de lidar com opiniões contrárias a respeito de um mesmo assunto – A respeito disso, é válido afirmar, que mais vale a presença de uma pessoa carismática, capaz de convergir as idéias no sentido de uma ação produtiva sem provocar constrangimentos, do que aquela, que mesmo tendo uma elevada capacidade profissional, age sob influência decisiva de seus impulsos negativos.

 

A tendência verificada em muitas empresas, nos dias de hoje, é a de valorizar mais a forma de o homem se relacionar com sua família e amigos, do que a excelência de seu currículo, pois existem mais pessoas com uma excelente "bagagem" de cursos, do que emocionalmente preparadas para exercerem uma atividade em grupo – Além do mais, essas empresas consideram que o descontrole emocional, o autoritarismo, o excesso de orgulho e dificuldades de relacionamento em geral, são obstáculos quase sempre dificílimos de superar. Ao contrário de quando apenas um aspecto da formação profissional de um indivíduo está falho, normalmente bastando um breve período de atualização para que o problema seja sanado.

 

Qualidades de um profissional

Entre as qualidades observadas na seleção de pessoas para compor um quadro profissional, está, por exemplo, aquela que permite um indivíduo a manter amizades por longos períodos, como amizades de infância ou de épocas de faculdade. Uma pessoa com tal característica, normalmente mostra-se capaz de qualidades como a gentileza, compreensão, afabilidade, fidelidade e delicadeza no trato. Outro indício muito observado pelos departamentos de seleção das grandes empresas, é o do executivo que participa de um grupo assistencial ou religioso, ou se ajuda na Feira de Ciências na escola de seu filho, ou se é síndico no condomínio onde mora, ou ainda se participa na recuperação de um parque público. Esses são alguns exemplos de atividades extra profissionais, que são encaradas como indícios do que os psicólogos já começam a chamar de inteligência emocional.

Há muito está ultrapassado o conceito do trabalhador compulsivo, consagrado nos anos 80, como o modelo ideal de executivo – Aquele profissional que divide sua vida apenas entre o escritório e o quarto de dormir, e que normalmente não tem tempo para mais nada, é considerado alguém que perdeu sua imaginação, e se tornou um autômato, pessoa mentalmente repetitiva. Ainda que tenha um quociente de inteligência (QI) superior a 120, ele se revela um profissional prejudicado pela falta de adaptação emocional. Isso não significa que o currículo formal tenha perdido o seu valor. Ao contrário, um currículo composto de títulos em boas escolas e universidades, cursos no exterior, e experiências em várias áreas nunca foi tão valorizado. A diferença fundamental entre os dois tipos de capacitação, é que um bom currículo profissional funciona como ponto de partida, enquanto a capacitação emocional faz a diferença entre dois candidatos de semelhante aproveitamento técnico.

 

NO ENSINO

Até mesmo no campo educacional, já existe uma preocupação voltada para o trabalho com crianças e adolescentes, com o objetivo de fazê-las perceberem emocionalmente a si mesmas e exercitarem uma maneira saudável de se relacionarem com os colegas e com familiares.

 

Convivência em grupo

Em algumas escolas, já existe uma efetiva orientação a respeito da melhor maneira de uma criança reagir a agressividade de um colega – Isso é feito através de diálogos e da apresentação de alternativas à situações de violência. Além disso, são estimuladas as atividades em grupo, com a finalidade de prepará-los para obterem resultados positivos, a partir de uma participação coletiva.

Em alguns casos, o objetivo de melhorar o desempenho das crianças nas matérias curriculares, é colocado momentaneamente em segundo plano, em relação à uma orientação prática de convivência coletiva, que objetiva prepará-los para o futuro. Dessa forma, além de aprenderem a trabalhar em grupo, através de encontros com psicólogos e pedagogos, os adolescentes aprendem a conhecer suas dificuldades de relacionamentos com seus colegas e a desenvolverem seus talentos.

O objetivo da educação dos jovens no campo emocional, não se restringe apenas à melhoria de seu desempenho em suas futuras atividades profissionais, mas sim a conscientizá-los e prepará-los para serem indivíduos felizes e realizados em todos os campos das atividades humanas. Se o indivíduo atingir um equilíbrio emocional satisfatório, maior será sua chance de sucesso no plano familiar e social, e em conseqüência disto, sua qualidade de vida tenderá a melhorar sempre.

 

Para saber mais dessa matéria, consulte a ESCOLA VIVA

 

Inteligência Emocional

 

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