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Para a Natureza, a contagem do tempo não existe. Não existem nomes e nem ciências. Todo esse conhecimento foi inventado pelo homem. Se um corpo celeste é chamado de planeta, asteróide ou “planeta-anão”, para a Natureza não faz a menor diferença; ela continuará com seu ciclo normal e contínuo.

 

Mas, para o homem, os nomes têm muita importância. É uma forma de atribuir sentido ao espaço no qual se insere, ou seja, tornar os elementos que o circundam conhecidos.

 

É assim faz muitos anos. O homem já desenhava nas pedras os animais que via; depois, com a linguagem verbal, passou a nomear com palavras os seres e objetos, até que a ciência desenvolveu-se e criou um padrão, uma forma universal que deveríamos utilizar para nomear a natureza. O significado de “planeta” tem de ser o mesmo em todos os países, independentemente do idioma.

 

Foi assim que, em 1930, um cientista chamado Clyde W. Tombaugh, do observatório Lowell, no Arizona, tendo notado a presença de um corpo estranho no espaço, pelas características, o identificou como um planeta, o nono do Sistema Solar, que foi chamado de Plutão.

 

Como uma outra característica da ciência é nunca parar de questionar a si mesma, na década de 80 cientistas começaram a discutir essa descoberta, polemizando que Plutão não seria um planeta, por ser muito pequeno e pelo fato de sua órbita em relação ao Sol sofrer influências da órbita de Netuno. A mudança na definição do que realmente Plutão seria sempre esbarrou no problema de interferir no conhecimento difundido pelas escolas, pelos livros e pelos meios de comunicação em geral. Além disso, até então, em nada prejudicava que as crianças aprendessem que o Sistema Solar era composto por nove planetas.

 

Mas, recentemente, em uma reunião da União Astronômica Internacional (International Astronomical Union – IAU), em Praga, República Tcheca, os cientistas concluíram que era chegada a hora de efetuar a mudança nos livros. Tal decisão foi reforçada pela descoberta de outros corpos celestes que não se enquadram nas definições já estabelecidas, principalmente de planeta, entre eles: Ceres, Caronte e Xena (nome dado ao corpo UB313).

 

Sendo assim, a partir de agosto de 2006, Plutão deixou de ser um planeta. A definição do que realmente são Plutão, Ceres, Caronte e Xena ainda não foi estabelecida. Por enquanto, Plutão está sendo chamado de “planeta-anão”. E o Sistema Solar passa a ser composto por apenas oito planetas.

Para a Natureza, é bom reiterar, nada mudou. Plutão continua onde sempre esteve, em sua órbita normal, assim como todo o Universo.

 

Mais informações, você pode encontrar em sua Escola Viva ou Escola Ativa.

 

Por que Plutão não é mais um planeta

 

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