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RELIGIÃO

 

A palavra religião e seu significado

A palavra "religião" está presente em nossa vida desde a infância. De uma maneira ou de outra, todos nós somos influenciados pela religião – até mesmo quando não praticamos uma religião. Mesmo em países onde a prática da religião, isto é, cultos, construção de templos, etc., é proibida ou reprimida (como na China, atualmente), a religião se manifesta, individualmente e coletivamente.

Mas o que quer dizer religião? Vem do latim, língua da qual "saíram" quase todo as palavras do idioma português. Em geral, admiti-se que o sentido seja "religar" o homem a Deus". Mesmo que não seja exatamente isto, o sentido é espiritual, ou seja, algo que está acima do mundo em que vivemos, mesmo partindo dele.

O Início

Milhares de anos atrás, o homem "partindo do respeito, do medo e da veneração pelos fenômenos da natureza, chegou, ao longo tempo, a elaborar um sistema que concilia com os fenômenos do mundo. Os sistemas evoluíram, diversificaram-se e originaram das variadas religiões que se distribuem pelo mundo todo". Acreditavam os homens primitivos que os fenômenos da natureza – inundações, terremotos, vulcões – eram castigos dos deuses, assim como a escassez de alimentos e a seca.

Politeísmo

Assim, nossos remotos antepassados criaram religiões politeístas, quer dizer, com muitos deuses. Ofereciam sacrifícios (às vezes, humanos), erguiam toscos altares, e designavam alguns das tribos (ou clãs) para desempenharem o papel de intermediários entre o céu e a terra. Foram os primeiros sacerdotes. Os antigos sacerdotes continuam existindo em comunidades primitivas nas religiões como hoje existem, temos padres, pastores, médium...

Assim, os primeiros homens eram politeístas – para eles, havia inúmeros deuses. Foi só há poucos milhares de anos que alguns povos decidiram cultuar um Deus único. Por isso, são chamados de religiões monoteístas (mono = um).

Monoteísmo

Foram os egípcios (durante um curto período) e depois os judeus, os primeiros povos monoteítas. Na Bíblia, que é o livro sagrado dos cristãos, você encontra a narrativa de como os judeus chegaram a acreditar num Deus único, para eles, Jeová ou Iavé.

Cristianismo

Foi com a vinda de Jesus Cristo, que nasceu entre os judeus, que a maior religião de todos os tempos, o cristianismo, surgiu. Tão importante foi o cristianismo, que o calendário que adotamos tem como ano 1, o início, a provável data do nascimento de Jesus Cristo. (Hoje se sabe que houve um engano de 6 anos nesta datação, mas isto não altera os fatos.)

O cristianismo não aceita algumas das crenças válidas em outras religiões: por exemplo, a reencarnação, (com exceção do espiritismo) defendida já por Platão, grande filósofo grego e pelos pitagóricos, discípulos de Pitágoras, também grego.

Desde o começo, o cristianismo enfrentou heresias, isto é, doutrinas divergentes das verdades aceitas pelos cristãos. Com maior ou menor dificuldade, estes problemas foram sendo enfrentados, mantendo-se a unidade da igreja cristã até o ano de 1054, quando ocorreu o primeiro grande cisma: recusando-se a obedecer à autoridade do papa, Miguel Cerulário criou a Igreja ortodoxa, que existe até hoje, principalmente na Europa Oriental.

As Novas Igrejas

Em 1517, Martinho Lutero, monge alemão, começou a se opor a atos do papa. Afastando da Igreja, criou a Igreja protestante, que difere o catolicismo, entre outras coisas, por não aceitar a autoridade do papa, por ter só dois sacramentos (batismo e eucaristia). É a Igreja Luterana.

 

Nos séculos 16 e 17 surgiram outras igrejas protestantes: os presbiterianos, em 1643; os anglicanos em 1534, batistas em 1611, os metodistas em 1740. Este é o chamado protestantismo histórico.

 

A partir do início do século XX, manifesta-se o movimento pentecostal, "com ênfase no exorcismo e na veneração do Espírito Santo". As principais igrejas, que conhecemos no nosso dia-a-dia, são a Assembléia de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, a igreja do Evangelho Quadrangular e O Brasil para Cristo. A Assembléia de Deus é de 1911, a Congregação Cristã de 1909, o Evangelho Quadrangular surge nos Estados Unidos em 1918 e no Brasil na década de 40. A tão conhecida O Brasil para Cristo é de 1955. Todas estas igrejas surgiram de divergências com as igrejas protestantes tradicionais.

 

É a década de 70 viu surgir, com grande força, o movimento neopentecostal. Os neopentecostais "tem hábitos morais menos rígidos que os pentecostais tradicionais". Para os neopentecostais, a felicidade e o sucesso devem ser procurados nesta vida. A mais importante destas igrejas é a Universal do Reino de Deus, fundada no Brasil em 1977, e já com ramificações em mais de 30 países. Para eles, "o mundo está tomado por demônios e a tarefa dos pastores é exorcizá-los". Aliás, curas, exorcismos, dramatismo nos cultos são características marcantes dos neopentecostais, muitos dos quais são meras seitas, poucos merecendo o título de igrejas.

 

Nenhuma destas igrejas – incluindo as antigas e tradicionais das protestantes – tem o número de sacramentos, nem a estrutura e a hierarquia da Igreja Católica.

Entre muitas igrejas existentes no Brasil, e provenientes dos Estados Unidos, destacam-se as Testemunhas de Jeová e os Mórmons (Igreja de Jesus dos Santos os últimos Dias).

Até agora, vimos as religiões ocidentais, digamos assim. Mas, milhares de anos atrás, na China, no Japão e na Itália, surgiram as chamadas religiões orientais. Budismo, xintoísmo, confucionismo, são as principais.

Islamismo

E no século VII de nossa era surgiu, na Arábia a religião muçulmana. E, neste início do século XXI, em números absolutos, os muçulmanos estão superando numericamente os cristãos católicos: 1 bilhão e 100 milhões contra pouco menos de 1 bilhão de católicos.

Hoje, predominam as religiões monoteístas: os cristãos, os judeus e os mulçumanos.

Espiritismo

Religião que tem no Brasil o maior número de praticantes, embora tenha surgido na França, no século XIX, com Allan Kardec (1804-1869), pseudônimo de Denisard Léon Hippolyte Rivail. Os espíritas proclamam a imortalidade da alma e a reencarnação (isto é, voltar a viver, depois da morte, em outro corpo) e na comunicação com os mortos. Religião de base essencialmente cristã e de contraposição sistemática ao materialismo, acreditam na lei do progresso infinito, e pregam que ao morrermos, conservamos nossa individualidade, representada por nossas lembranças, sentimentos, aspirações, desejos, fraquezas, medos e também nossas virtudes.

Sincretismo religioso

 

É no Brasil que se manifesta o fenômeno do sincretismo religioso, que é a fusão, ou a mistura de duas ou mais religiões. O mais comum é o afro-brasileiro representados principalmente pelo candomblé, a umbanda e a quimbanda, que são herança dos antigos cultos africanos misturados com alguns aspectos da religião católica. Resulta dessa mistura, que muitos santos e entidades de origem católica são identificados e conhecidos por nomes diferentes pelas religiões afro-brasileiras - Assim, Santa Bárbara da igreja católica corresponde a Iansãn na umbanda; Jesus Cristo a Oxalá; São Jorge à Ogum, entre outros.

O povo brasileiro é dotado de uma religiosidade extremamente peculiar, que os leva a praticarem religiões como o catolicismo, por exemplo, e a freqüentarem os terreiros de candomblé e umbanda.

As Guerras Religiosas

Durante séculos, depois do surgimento do protestantismo, o mundo viu o horror das guerras religiosas. As cruzadas, com sangrentos embates entre cristãos e muçulmanos, foram outro triste exemplo do desvario humano por causa de religiões. Na verdade, muitas das guerras religiosas tiveram fundamentações econômicas. Hoje em dia, a perpétua luta entre árabes e judeus na Palestina, e a luta entre católicos e protestantes na Irlanda, são os exemplos mais ostensivos de luta religiosa.

 

O Ecumenismo

Felizmente, a segunda metade do século 20 viu surgir também o movimento ecumênico, buscando entre se as diferentes religiões cristãs. Num mundo em que aumentam cada vez mais indiferença religiosa, o consumismo, o terrorismo, o ecumenismo – mesmo não estando nas manchetes dos jornais – tem conseguido avanços entre católicos e luteranos, entre católicos e anglicanos. Mesmo líderes religiosos judeus e muçulmanos têm participado d encontros, de orações conjuntas, o que era absolutamente impensável até 30 ou 40 anos atrás.

Seja qual for a religião que uma pessoa pratique, é preciso que ela seja vivida, testemunhada e demonstrada no seu dia-a-dia: gestos autênticos de solidariedade, junção de esforços por uma sociedade mais justa, mais igualitária, a busca da paz entre pessoas e os países.

A religião, por fim, não é um fim entre si mesma: é o caminho para Deus, através da harmonia entre as pessoas – numa casa, num escritório, num quartel, num congresso legislativo, e assim por diante.

 

Conclusão

Reflita um pouco consigo mesmo sobre como você encara e vive a sua religião; converse sobre isso com seus pais e amigos. Acima de todas as preferências pessoais, acima de egoísmos e outros aspectos negativos de nossa maneira de ser, a religião aponta o caminho, sem fanatismo, sem agressividade para com os que praticam outras religiões.

 

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